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Objecções e respostas

O que vão dizer contra, e a resposta.

13. Objecções e respostas

É o Estado a institucionalizar a precariedade. A precariedade já está institucionalizada: chama-se quarto partilhado a 400 euros e carro estacionado atrás da fábrica. A pergunta não é se aceitamos habitação ligeira, é se a queremos com posto médico, água tratada e paisagem, ou como está agora.

Vai criar bairros de lata. Os bairros de lata nasceram de solo sem dono, sem infra-estrutura, sem serviços, sem prazo e sem desenho. Este programa é o contrário, ponto por ponto. E tem uma cláusula de saída que os bairros de lata nunca tiveram.

Ninguém quer viver numa roulotte. Centenas de milhares de europeus vivem em habitação ligeira por escolha, e milhões passam férias nela por gosto. A diferença entre o que se escolhe e o que se sofre está no lugar, não na caixa. Daí o teste do quadro de trinta anos.

Os municípios vão recusar. Alguns, sim. Outros têm enfermeiros a recusar vagas, professores a desistir de colocações e fábricas sem gente. Comece-se por esses. O programa é voluntário para as câmaras e a vantagem de aderir cedo é visível: solo, infra-estrutura e receita de fracção.

É impossível em um ano. É impossível pelo procedimento normal, e por isso o plano não o usa. Portugal realojou milhares de pessoas em meses depois de incêndios e de cheias, e montou estruturas de saúde inteiras em semanas durante a pandemia. A capacidade existe; o que nunca existiu foi a decisão de a usar para a habitação.

É caro. É entre cinco e dez vezes mais barato por pessoa alojada do que qualquer alternativa que produza tecto em menos de dois anos. E é reversível, o que nenhuma outra é.

Isto é uma proposta. Só acontece se muita gente a pedir.

Nenhum governo, câmara ou partido a adoptou ainda. O que a faz avançar são números: cartas, grupos, assinaturas. Três coisas que pode fazer hoje.

Escrever à sua câmara

Uma carta pronta, com os números do seu concelho, que envia em seu nome.

Escolher o concelho

Entrar no grupo do seu concelho

Ou criá-lo, se ainda não existe. O kit diz o que fazer a seguir.

Grupos locais

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Submetida à Assembleia da República e aberta a assinaturas online.

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Uma mensagem quando há algo que interessa: uma versão nova do plano, uma câmara que disse sim, a petição publicada. Nunca mais do que isso.

Tudo o que está nesta página, e mais, está no documento completo. Tem uma alteração a propor? Proponha-a aqui.Descarregar o plano (PDF)